É possível Reciclar Lâmpadas? Como devo descarta-las corretamente? Quais cuidados devo ter?
Muitos de nós já tivemos essas dúvidas. A SPONGE esclarece nesse post quais são os tipos mais sustentáveis, como descartar corretamente e também como acontece a reciclagem.

Lâmpada Incandescente: Esse modelo de lâmpada possui baixa eficiência, apenas 5% da energia elétrica consumida é transformada em luz, todo o restante é transformado em calor. Dessa forma, as mesmas estão gradativamente sendo trocadas pelos modelos fluorescentes. Seu uso normalmente se encontra em residências e comércios, para iluminação geral. Também estão presentes em iluminação interna de fogões e geladeiras.
Em 2008, a lâmpada incandescente foi proibida de ser comercializada na Europa. Foi o esforço europeu pela economia de energia e em combate ao aquecimento global e até 2016 será proibida no Brasil.

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Como são produzidas em vidro, metal e o filamento de tungstênio (sem nenhum componente tóxico), elas não contem nenhum material que prejudica o meio ambiente, portanto, não existe problema em descartá-la em lixo comum – lembrando de embalá-la corretamente para não correr o risco de cortar quem recolher o lixo. O ideal é fazer a reciclagem correta de vidros e alumínio.

Lâmpada Halógena: Consideradas também lâmpadas incandescentes, porém, por esse tipo de lâmpada possuir halogêneo (bromo ou iodo) são denominadas halógenas. Normalmente são utilizadas para destacar objetos ou determinada área, pois apresentam alto controle do facho de luz.

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Apesar de ser preenchida com pequena quantidade de gás halógeno, o mesmo não oferece perigo para as pessoas e nem para o meio ambiente. Podem ser descartadas em lixo comum como as lâmpadas incandescentes. O ideal é também fazer a reciclagem correta de vidros e alumínio.

Lâmpada Fluorescente: Esse modelo ganhou grande espaço no mercado devido ao seu baixo consumo de energia – sua eficiência luminosa é cinco vezes mais que a incandescente – e também por possuir uma vida útil maior. Podem substituir o uso de lâmpadas incandescentes e são utilizadas normalmente em iluminações gerais de residências e comércios.

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Lâmpada de Vapor: Esse é um modelo de alta potência luminosa, possui uma ótima eficiência energética e custo benefício para suas finalidades. É utilizada tradicionalmente na iluminação pública.

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Lâmpada de LED: Estes são os modelos considerados mais tecnológicos. Os mesmos convertem energia elétrica diretamente em energia luminosa, através de pequenos chips. Ecologicamente correta, as lâmpadas de LED tem um consumo de energia baixíssimo e possuem longa vida útil. Essas lâmpadas chegaram no ramo de iluminação somente em 1999, e, desde então, têm sido vistos como um futuro da iluminação, inovando cada vez mais, os projetos de arquitetura e de diversos setores. Apesar do alto custo, o LED é a melhor opção de economia, principalmente para o meio ambiente.

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As lâmpadas fluorescente e de vapor merecem um tratamento especial, pois possuem materiais tóxicos que podem prejudicar não só o meio ambiente, mas a vida humana também. A tabela seguinte mostra a quantidade de mercúrio contida em cada uma delas:

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Existem pelo menos doze elementos que são utilizados em lâmpadas que podem originar impactos ambientais negativos. Essas substâncias são as seguintes: mercúrio, antimônio, bário, chumbo, cádmio, índio, sódio, estrôncio, tálio, vanádio, ítrio e elementos de terras raras (ETR). Por conter esses elementos, essas lâmpadas precisam ser destinadas a empresas que realizam a correta descontaminação, possibilitando assim o descarte e a reciclagem de itens que podem ser reutilizados.

A moagem com tratamento térmico é o processo mais utilizado e é feito em duas etapas: Fase de moagem, separação e fase de destilação do mercúrio. Na fase de moagem e separação, os materiais que compõem a lâmpada se dividem em cinco partes onde os materiais não tóxicos são destinados à reciclagem: terminais de alumínio; pinos de latão/ componentes ferro-metálicos; vidro; pó fosfórico rico em mercúrio e isolamento baquelítico;

E as lâmpadas de LED? Essa lâmpada não é considerada ecologicamente correta somente por seu baixíssimo consumo de energia e longa vida útil, mas também porque 98% dos seus componentes são recicláveis e não há metais pesados, como mercúrio, em sua produção. No Brasil ainda não é conhecido um lugar específico que realize a reciclagem de lâmpadas de LED . Para fazer o descarte de maneira correta a SPONGE recomenda que você procure pontos de coleta ou cooperativas que aceitem lâmpadas comuns ou até mesmo a prefeitura de sua cidade.

Fonte: Museu da Lâmpada, Copel, Santa Rita, LedPlanet