Mesmo com uma taxa de reciclagem girando em torno de 80%, a escassez de aparas de papel no mercado interno é um grande problema para a cadeia industrial. Com a atividade econômica em baixa no Brasil, o consumo de embalagens está consequentemente menor, reduzindo a disponibilidade de aparas para reaproveitamento.
Especialistas defendem que o aumento da oferta depende de política de gestão de resíduos e da atividade econômica. Nem a volta dos catadores de lixo para as ruas, outro reflexo do aprofundamento da crise econômica, tem ajudado a melhorar o volume de aparas, porque não há matéria-prima disponível, comenta a presidente da Associação Brasileira de Papelão Ondulado (ABPO), Gabriella Michelucci. 
 
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O entulho é o conjunto de fragmentos que resultam, principalmente, de demolição de obras da construção civil. É composto por resíduos de tijolos, argamassas, gessos, madeiras, pedras, metais e qualquer outro tipo de material provenientes de escavações, demolições, construções e reformas de residências, prédios comerciais e obras públicas, entre outros.
No entanto, o entulho também representa um grande problema para o meio ambiente. Muitas vezes, ele é depositado clandestinamente em vias públicas, calçadas, terrenos abandonados, rios e córregos, o que pode gerar a disseminação de pragas e insetos, doenças, assoreamento dos cursos de água (aumentando, assim, o risco de enchentes), erosão e poluição visual.
Além disso, o entulho depositado irregularmente gera custos para os cofres públicos das prefeituras que precisam remover esse material – trabalho e dinheiro que poderia ser usado de outra forma para beneficiar a sociedade. 
 
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Economia Circular é um modelo, uma nova forma de se pensar a utilização dos recursos naturais. Se propõe a transformar o sistema vigente — cuja trajetória é: extração, transformação, consumo e descarte — a partir da reciclagem e da revalorização, ao longo dos processos de produção, dos nutrientes biológicos e técnicos. A Economia Circular é definida como “sistema industrial restaurativo por intenção e por design”. Segundo o professor Maurício Turra Ponte, coordenador do ESPM Social Business Centre, para que se possa aplicar o conceito de Economia Circular tecnicamente, é preciso desenhar e fazer um planejamento antes da produção de um produto — para que possa ser, posteriormente, aproveitado em outro sistema — o que dá ao design importância vital no processo. “Os princípios seguidos são o de repensar os produtos, para que gastem menos recursos, reduzir materiais, favorecer a substituição de componentes e reparos, reduzir materiais agressivos ao meio ambiente e possibilitar que sejam feitos por materiais reciclados”, diz. Além disso, a Economia Circular considera a possibilidade de utilizar os materiais da produção de um produto para o desenvolvimento de outro, ideia bastante semelhante a do ciclo biológico, onde os insumos são absorvidos pelo meio. De acordo com o professor, o modelo atual de produção e consumo no mundo considera os recursos naturais infinitos e acredita na possibilidade de descarte de produtos após o uso, contando com a possibilidade de serem absorvidos pelo ecossistema. “Nenhum desses dois pressupostos está correto”, fala Ponte.  
 
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A SPONGE acredita que a conscientização para fazer o certo surge através da informação. Separar o lixo inicialmente pode ser algo complicado, mas com o passar do tempo torna-se automático e parte da rotina.
O seguinte vídeo da série “O Caminho do Lixo”, dá algumas dicas de como separar o lixo para o processo de reciclagem. 
 
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